Liderança e inovação são temas do 4º Inova CGE

Luana Faria, psicóloga e servidora pública federal na Secretaria de Gestão e Desempenho de Pessoal do Ministério da Economia, discorreu sobre sua experiência como fundadora e líder do LA-BORA! gov: Gestão Inovadora de Pessoas

A Controladoria-Geral do Estado (CGE-GO) realizou, na manhã desta terça-feira, 24/11, a quarta e última edição de 2020 do projeto Inova CGE, que teve como palestrante a psicóloga e servidora pública federal na Secretaria de Gestão e Desempenho de Pessoal do Ministério da Economia, Luana Faria (clique aqui para acessar a íntegra do evento no YouTube).

Na administração federal, Luana fundou e lidera o LA-BORA! gov: Gestão Inovadora de Pessoas, que, segundo ela, é um espaço, um laboratório para se pensar o design de políticas públicas, voltado à gestão de pessoas. “A gente chama de laboratório porque lá é o lugar de experimentar, e até de errar; um ambiente seguro para experimentar, em baixa escala, antes de experimentarmos em alta escala”, explica.

Segundo Luana, a principal função do La-bora! é trazer para a prática o discurso da inovação. Na visão da psicóloga, muitas vezes quando se pensa em inovação, a primeira coisa que vem à mente são coisas relacionadas à tecnologia. Para ela, no entanto, inovação passa, antes de tudo, pelas pessoas. “As organizações são feitas de pessoas, e sempre existem pessoas por trás das inovações, mesmo que aparentemente elas sejam eminentemente tecnológicas. A partir dessa premissa, em nosso laboratório, alcançamos resultados fantásticos”, aponta.

Com uma linguagem simples, e intervenções recheadas de dicas para os servidores que querem começar a pensar e a atuar de forma inovadora, Luana afirmou que a principal competência do “servidor do século 21” é a adaptabilidade. Citando o pensamento de vários autores, em sua apresentação, a servidora federal acredita que pensar de forma inovadora implica em estar aberto ao novo. “É natural que as pessoas resistam às mudanças, é até biológico. O nosso objetivo, no entanto, é integrar a mudança no DNA da organização”, afirma.

Liderança e engajamento
Inovar, de acordo com ela, passa pela atitude dos líderes, pela forma “como inspiram as pessoas e as equipes a agir”, diz, citando o autor Simon Sinek. “Para isso, precisamos responder três perguntas: como podemos engajar pessoas para transformar estratégia em realidade? Como podemos conectar a experiência do cidadão/cliente à experiência do colaborador? E, como podemos estimular as pessoas para que elas se sintam motivadas?”, complementa.

Para se alcançar engajamento, a psicóloga destaca a importância de uma abordagem humanística, que leve em consideração o “sentir e o agir”, tendo em vista que, segundo o autor Daniel Goleman, nosso quociente intelectual (QI) contribui com apenas 20% do nosso sucesso na vida. Os 80% restantes são o resultado da inteligência emocional (QE), que inclui fatores como a habilidade de se auto motivar, a persistência, o controle dos impulsos, a regulação do humor, empatia e esperança. “Engajamento tem a ver com uma pessoa usar o coração, as mãos e a mente para o trabalho”, reforça Luana.

Ao término de sua exposição, Luana Faria chamou a atenção para a iniciativa e a autodeterminação do servidor em se capacitar e melhor se situar neste novo universo da inovação na gestão pública. “Muitas vezes ficamos presos no ideal, na mudança ideal, e justamente isso nos paralisa. Não precisamos mais esperar as condições ideais, que o órgão nos ofereça um curso de capacitação ou algo dessa natureza. Há inúmeras redes e grupos discutindo esse assunto, inúmeros livros... e nós podemos fazer isso hoje”, ressalta.

Com o projeto Inova CGE, a CGE-GO busca criar condições para que os servidores da Controladoria exerçam suas capacidades e aprimorem suas competências dentro de um ambiente seguro, aberto a inovações e inclusivo para as diferenças de cada um.

SAIBA MAIS
Uma pesquisa com 1.246 líderes empresariais e de RH de 79 países levantou as dez principais competências que as empresas e organizações devem valorizar no futuro. São elas:

1- Confiança da sociedade;
2- Habilidades humanas;
3- Bem-estar;
4- Produção, não horas;
5- Ambiente colaborativo;
6- Adaptabilidade;
7- Equilíbrio entre vida profissional e pessoal;
8- Inovação;
9- Transparência na remuneração;
10- Requalificação (re-skilling).

Controladoria-Geral do Estado